1. E assim Sabbath passava o tempo, fingindo pensar sem pontuação, do jeito que J. Joyce fingia que as pessoas pensavam, fingindo ser, ao mesmo tempo, mais e menos livre do que se sentia na realidade, fingindo que ele queria e não queria encontrar Nikki no fundo de um porão com uma pinta na testa vendendo sáris ou com suas roupas ciganas zanzando por essas ruas em busca de Sabbath. Assim tu vagueias, ó Sabbath, contemplando todas as repugnâncias em colisão, o pérfido e o inocente, o autêntico e o fraudulento, o repulsivo e o ridículo, uma caricatura de si mesmo e plenamente ele mesmo, abraçando a verdade e cego perante a verdade, assombrado pelo eu e ao mesmo tempo quase destituído daquilo que pode chamar de eu (…),[não sabia] se devia rolar impetuoso pelos degraus da escada com os substratos das bebedeiras ou sucumbir como um homem ao desejo-de-não-estar-mais-vivo ou insultar e insultar e insultar até que não houvesse mais ninguém no mundo a ser insultado.
    – Philip Roth, O Teatro de Sabbath

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