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É aterrador como as pessoas são abandonadas, com toda a naturalidade e com a consciência absolutamente tranquila dos outros, por longuíssimas e venturosas horas em que se dá por certo que não necessitam de nada -porque- dormem, como se o dormir fosse de fato aquilo que tantos literatos gostavam de dizer: uma suspensão das necessidades vitais, a analogia mais próxima da morte.
– “O homem sentimental”, Javier Marías -